sábado, 10 de março de 2012

Sueña (Sonho)


Encuéntrame hoy, al final de la noche
En el límite entre la vigilia y el sueño
Sujétame la mano despacio
Y te daré un sueño para soñarlo juntos.
Caminaremos en un escenario hecho de los colores de tu pintura favorita
Y no hablaremos de la oscuridad
Si hay algo de sombra, será la que los árboles dibujan
Sobre la yerba húmeda del rocío dónde nos tumbaremos.
Te contaré historias inventadas para verte sonreír
Y con los sabores y los olores que te fascinan
Llenaré el vacío de nuestras almas
Cómo un respiro largo y fondo al final del camino.
Sueña, mi dulce niño, sueña
Que cuándo yo me despierte, cuidaré de tu sueño
Mientras busco una manera para que vivas para siempre
En el sueño suave que he creado para abrazarte.

****
Encontre-me hoje, no fim dessa noite
No limite tênue entre a vigília e o sono
Segure minha mão devagar
E te darei um sonho para sonharmos juntos.
Caminharemos pelo cenário feito das cores da sua pintura favorita
Não falemos de escuridão
Sombras só as que as árvores desenham
Na grama úmida de orvalho sobre a qual nos deitaremos.
Te contarei histórias criadas pra te fazer sorrir
E com sabores e cheiros que te fascinam
Preencherei o vazio de nossas almas
Como um respiro longo e fundo no fim do caminho.
Sonha, meu doce anjo, sonha
E quando eu acordar, velarei o teu sono
Enquanto busco um jeito para que vivas
Eternamente no sonho que criei pra te abraçar.

Licença Creative Commons
This work by Amanda Cristina da Silva Ferreira is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported License.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

...

"Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces 
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto 
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida 
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz 
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado 
Quero só que surjas em mim 
como a fé nos desesperados 
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada 
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado 
Eu deixarei... 
tu irás e encostarás a tua face em outra face 
Teus dedos enlaçarão outros dedos 
e tu desabrocharás para a madrugada. 
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, 
porque eu fui o grande íntimo da noite. 
Porque eu encostei minha face na face da noite 
e ouvi a tua fala amorosa. 
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa 
suspensos no espaço. 
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. 
Eu ficarei só 
como os veleiros nos portos silenciosos. 
Mas eu te possuirei como ninguém 
porque poderei partir. 

E todas as lamentações do mar, 
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, 
a tua voz ausente, 
a tua voz serenizada"


(Vinícius de Moraes)